Redução de Sinistralidade: 7 pontos-chave e estratégias eficientes

A questão da redução de sinistralidade dos planos de saúde para grandes empresas é de extrema importância, tendo em vista que há anos tem sido debatido como conter ou, pelo menos, manter esse indicador sob controle. Apesar de inúmeras tentativas terem sido feitas, como a troca de operadoras ou corretores, a implementação de auditoria de contas médicas e até mesmo a redução da rede assistencial dos produtos oferecidos, nenhuma delas obteve sucesso.

Além de impactar diretamente na qualidade de vida dos colaboradores, a gestão de custos de saúde pode ser um fator crucial para a competitividade das empresas. A sinistralidade, que mede a relação entre os custos médicos incorridos e o valor das mensalidades pagas pelos beneficiários, é um importante indicador nesse sentido. Quando a sinistralidade ultrapassa 80%, os custos se tornam maiores do que o valor arrecadado, devido aos custos administrativos e de comercialização envolvidos, o que pode levar a aumentos nas mensalidades e prejuízos para as empresas contratantes.

Por esse motivo, preparamos este texto a fim de apresentar quais são as estratégias mais eficientes em nosso atual momento para reduzir a sinistralidade dos planos de saúde. Quer saber mais? Continue a leitura, pois traremos os 7 principais pontos para conseguir o seu objetivo!

1 – Conscientização dos colaboradores

A conscientização dos colaboradores sobre o uso correto dos serviços de saúde pode auxilidar na redução de sinistralidade de várias maneiras. Vamos às principais formas pelas quais essa conscientização pode auxiliar nesse sentido.

Prevenção de doenças: se um colaborador entende a importância de manter um estilo de vida saudável e adotar práticas preventivas, como vacinação, exames regulares e boa higiene, ele fica menos propensos a contrair doenças e, consequentemente, a usar serviços de saúde. Isso pode ajudar a reduzir a sinistralidade, uma vez que menos pessoas utilizarão os serviços de saúde.

Uso consciente dos serviços de saúde: quando os colaboradores são educados sobre como usar corretamente os serviços de saúde, eles são mais propensos a utilizar esses serviços somente quando realmente necessários. Isso pode ajudar a evitar o uso desnecessário de serviços de saúde, o que pode contribuir para a redução da sinistralidade.

Controle de doenças crônicas: se os seus funcionários são conscientizados sobre a importância de gerenciar doenças crônicas, como diabete e hipertensão, eles são mais propensos a seguir o tratamento corretamente e a evitar complicações de saúde que resultem em um maior uso de serviços de saúde. Isso pode ajudar a reduzir a sinistralidade.

Redução de acidentes de trabalho: a educação sobre a importância da segurança no trabalho e como evitar acidentes, tornará-los menos propensos a sofrer lesões que resultem em um maior uso de serviços de saúde. Isso pode ajudar a reduzir a sinistralidade.

2 – Análise criteriosa dos dados de utilização do plano de saúde

Uma análise criteriosa dos dados de utilização do plano de saúde é essencial para entender como os colaboradores utilizam os serviços e identificar áreas que possam precisar de atenção. Através da análise desses dados é possível obter informações valiosas sobre a saúde da população coberta pelo plano, os tipos de tratamentos mais utilizados, a frequência com que os colaboradores buscam assistência médica, entre outras informações relevantes.

Essa análise permite uma gestão mais eficiente dos recursos destinados ao plano de saúde, garantindo que os benefícios oferecidos estejam alinhados com as necessidades dos colaboradores e evitando desperdícios. Além disso, a análise dos dados de utilização do plano de saúde pode ajudar a identificar áreas em que é necessário investir para melhorar a saúde dos colaboradores, como programas de prevenção e tratamento de doenças crônicas, campanhas de vacinação e incentivos para adoção de hábitos saudáveis.

A análise criteriosa dos dados de utilização do plano de saúde também pode contribuir para a melhoria da qualidade dos serviços de saúde oferecidos. Ao avaliar a frequência com que os colaboradores buscam atendimento em determinadas especialidades, por exemplo, é possível identificar áreas em que é necessário aumentar a capacidade de atendimento ou melhorar a qualidade dos serviços prestados.

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3 – Gestão da rede de prestadores de serviços

A gestão da rede de prestadores de serviços de saúde corporativos é de extrema importância para empresas que oferecem benefícios de saúde aos seus colaboradores. Uma boa gestão garante que a empresa ofereça serviços de qualidade aos seus funcionários, ao mesmo tempo, em que controla os custos desses serviços. Além disso, uma rede bem gerenciada pode trazer benefícios significativos para a saúde e bem-estar dos colaboradores, aumentando a satisfação no trabalho e reduzindo o absenteísmo.

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Essa rede é geralmente composta por hospitais, clínicas, laboratórios e profissionais de saúde que prestam serviços aos colaboradores da empresa. Uma boa gestão envolve a seleção cuidadosa de prestadores qualificados, a negociação de preços e condições de pagamento justos, o monitoramento do desempenho dos prestadores e a implementação de medidas para garantir a qualidade e segurança dos serviços prestados.

Ao selecionar prestadores de serviços de saúde, a empresa deve considerar sua experiência e qualificação, bem como a disponibilidade e a acessibilidade dos serviços. É importante também negociar preços competitivos e condições de pagamento favoráveis, para garantir que a empresa possa oferecer benefícios de saúde de qualidade aos seus colaboradores sem comprometer sua saúde financeira.

Uma vez selecionados os prestadores, é fundamental monitorar seu desempenho e garantir que eles estejam cumprindo as expectativas da empresa em termos de qualidade e eficiência. Isso pode ser feito via avaliações regulares de desempenho, auditorias e feedback dos colaboradores.

4 – Tecnologia

A tecnologia tem se mostrado uma importante aliada na redução da sinistralidade em planos de saúde corporativos. Com o avanço tecnológico, é possível adotar diversas soluções para melhorar a gestão da saúde dos colaboradores, identificar possíveis riscos e garantir um tratamento mais eficiente e eficaz.

Uma das principais ferramentas tecnológicas que têm contribuído para a redução da sinistralidade em planos de saúde corporativos é a telemedicina. Com essa tecnologia, é possível oferecer atendimento médico à distância, por meio de consultas virtuais, o que pode reduzir a necessidade de deslocamento dos pacientes e, consequentemente, diminuir os custos com consultas e exames.

Outra tecnologia que tem se mostrado eficaz na redução da sinistralidade é a análise de dados. Com a utilização de softwares de gestão de saúde, é possível coletar e analisar informações sobre o histórico médico dos colaboradores, identificar possíveis riscos à saúde e adotar medidas preventivas para evitar o agravamento de doenças e reduzir a necessidade de internações e tratamentos mais complexos.

5 – Modelos de cuidado

Os modelos de cuidado são uma importante ferramenta para garantir a saúde e o bem-estar dos indivíduos, e têm se tornado cada vez mais relevantes em ambientes corporativos. Dentre esses modelos, destaca-se a implantação da atenção primária, que pode ser demandada de forma espontânea pelos colaboradores, mas também pode ser implementada via jornadas obrigatórias em saúde corporativa.

A atenção primária, também conhecida como cuidados primários em saúde, consiste em um conjunto de ações voltadas para a promoção, prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças, visando garantir uma abordagem holística da saúde dos indivíduos. Essa abordagem considera não apenas a saúde física, mas também a saúde mental dos colaboradores, o que é essencial para garantir um ambiente de trabalho saudável e produtivo.

A implementação deste hábito em ambientes corporativos pode ser feita de forma voluntária pelos colaboradores, que procuram os serviços de saúde disponibilizados pela empresa quando necessário. No entanto, muitas empresas têm adotado jornadas obrigatórias de saúde corporativa, que consistem em avaliações médicas e exames periódicos para todos os colaboradores, como forma de prevenção de doenças e promoção da saúde.

Independentemente da forma de implantação, a atenção primária em saúde corporativa é uma ferramenta essencial para garantir uma abordagem preventiva e terapêutica dos cuidados com a saúde dos colaboradores. Isso significa que, além de oferecer serviços de diagnóstico e tratamento, a atenção primária também tem um papel importante na prevenção de doenças, por meio de orientações sobre hábitos saudáveis, vacinações, prevenção de doenças ocupacionais, entre outros.

6 – Comitês de saúde

Os comitês de saúde são ferramentas importantes para garantir a gestão eficiente da saúde corporativa, e têm sido cada vez mais utilizados pelas empresas para monitorar e procurar a redução da sinistralidade, além de tomar ações preventivas quando necessário. Esses comitês são compostos por especialistas em saúde, data scientists e engenheiros, que trabalham em conjunto para mapear continuamente os dados relacionados à saúde dos colaboradores e desenvolver planos de ação quando a sinistralidade estiver fora do desvio padrão.

O mapeamento contínuo dos dados de saúde dos colaboradores é fundamental para garantir que o comitê de saúde tenha uma visão abrangente da situação de saúde da empresa. Para isso, é necessário que esses dados sejam coletados de forma sistemática e integrada, permitindo que sejam analisados de forma precisa e eficiente. Nesse sentido, a atuação de data scientists e engenheiros é essencial, eles são responsáveis por desenvolver soluções tecnológicas capazes de lidar com grandes volumes de dados e transformá-los em informações úteis para os especialistas em saúde.

Com base nessas informações, os especialistas em saúde podem identificar tendências e padrões na saúde dos colaboradores, bem como possíveis causas de problemas de saúde e sinistralidade. A partir daí, é possível desenvolver um plano de ação específico para cada situação, que pode envolver desde ações preventivas até ações terapêuticas, dependendo das necessidades dos colaboradores e da empresa.

7 – Capacitação estratégica da liderança

A capacitação estratégica da liderança é um aspecto fundamental para o sucesso da gestão da saúde corporativa. Após a implantação de todos os pontos mencionados anteriormente, é importante que as lideranças de recursos humanos, benefícios e financeiras estejam envolvidas de forma contínua nos processos de análise de informações e participem ativamente nos planos de ação desenvolvidos pelos comitês de saúde.

Essa ação visa principalmente promover uma cultura organizacional voltada para a promoção da saúde e a prevenção de doenças, por meio do desenvolvimento de uma rotina estratégica de trabalho que envolva todas as áreas da empresa. Isso inclui, por exemplo, a adoção de práticas de gestão de pessoas que incentivem a adoção de hábitos saudáveis, a oferta de benefícios que promovam a saúde e o bem-estar dos colaboradores, e a adoção de medidas financeiras que favoreçam a saúde e a qualidade de vida dos colaboradores.

Nesse contexto, a liderança desempenha um papel fundamental, ao ser responsável por estabelecer a cultura organizacional da empresa e garantir que todas as áreas da empresa estejam alinhadas com os objetivos estratégicos definidos. Para isso, é necessário que essas lideranças estejam capacitadas e preparadas para lidar com os desafios da gestão da saúde corporativa, e tenham uma visão estratégica das ações que devem ser desenvolvidas.

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